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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dream Circus + Mushroom Caravan Overdrive + Low Torque + Mother of God


   
  

     Foi sábado passado, dia 19, a segunda data dos concertos de Mother of God e Mushroom Caravan Overdrive em Portugal, depois do Armazém do Chá no Porto passaram pela A. R. Povoense a convite da Crestunfo que organizou esta noite fantástica.

        Foram os portugueses Dream Circus que começaram a aquecer a noite no seu primeiro concerto na zona de Alcobaça. Não deixaram nada a desejar, mas foram os Mushroom Caravan Overdrive que viram a sala a encher.  Ao ritmo de um Stoner Psicadélico as cabeças começaram a abanar à medida que o concerto avançava e que Anton Frick enchia o palco com a sua presença.  
     
      Num crescendo de devoção do público a esta noite foi com os Low Torque que a sala realmente começou a mexer. Não estando um segundo parados em palco e numa mistura de solos com um Rock straight forward os Low Torque fizeram o tempo voar enquanto tocavam o seu primeiro álbum. Não deixaram porém de apresentar uma das suas novas obras que está para sair em breve. 
      E foi assim, de cabeça erguida que abriram alas aos Mother Of God.

    Mother of God, a segunda banda Sueca a tocar hoje, os cabeça de cartaz desta data, vieram da Suécia para fazer uma tour pela Península Ibérica acompanhados pelos Mushroom Caravan Overdrive. Apresentaram o seu álbum Anthropos, uma mistura de Heavy Rock com Stoner, mistura a qual levou o publico a atingir o êxtase. Saiu o primeiro riff, a primeira melodia e a sala não parou, o mosh não cessou e Jimmy Hurtig, Daniel Nygren, Carl Lindblad e Johan Kvastegård fizeram tudo aquilo que se esperava, deram o melhor e mais completo concerto da noite.

      

      

sábado, 13 de outubro de 2012

Dapunksportif, Musicbox

    
     Ontem foi dia de concerto, os Dapunksportif vieram a Lisboa, ao Musicbox para apresentar ao público lisboeta o seu novo álbum, "Fast Changing World". 
     Desde cedo avisaram que não iriam tocar o mesmo na integra, apenas 7 das 11 músicas seriam tocadas. Num concerto onde 2012 se misturou com 2008 e 2006, os temas clássicos, "Summer Boys", "Friends (Come and Go)", "L.S.D", e muitos outros, foram completamente integrados no seu trabalho mais recente. 
     Numa mescla impressionantemente bem conseguida o concerto voou, o tempo passou mais rápido que nunca, por entre jam's aleatórias, riff's desconcertantes e bom humor, os Dapunksportif deram tudo lá em cima, e cá em baixo, estávamos em completa sintonia.
     Depois de um pequeno encore o concerto terminou, e o público agradeceu a dedicação da banda, que continuará na estrada para mais concertos.

By: João Brogueira

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Surveillance + Saur, CATHAUS Release Party (Bacalhoeiro)


     De volta ao Bacalhoeiro. Depois da primeira vez para ver Wind Koala e Alex D'Alva Teixeira, volto uma segunda, mas agora para ver Surveillance e Saur, a actuar na noite do lançamento do #1 número oficial da CATHAUS.



     Uma das primeiras datas dos Surveillance, com tudo em jogo e um novo EP para apresentar à população, eles conseguiram, deram tudo em palco, mostraram a essência do seu shamancore. 
     Começam timidamente, como que à espera da reacção do público, mas não demorou muito até se deixarem envolver pela mística da sua música, o baixo canta, a voz toca, a bateria grita para um público cada vez mais convencido. É criado então o perfeito ambiente para uma boa noite de música. Até que chegou o final, mas o concerto soube a pouco e o encore não tardou. Song For Su terminou o concerto, mas não terminou a noite. 



     Os Saur aproveitaram a deixa e atiraram-se ao público com tudo. Bombardearam o Bacalhoeiro com as suas novas experiências. Músicas ainda não editadas rechearam a noite, os novos ritmos em conjunto com os "antigos" não deixaram o publico respirar. A passear pelos efeitos das duas guitarras, pelo baixo e pela estridente bateria, os Saur mostraram o que valem, não estão para terminar, estão sim a preparar-te. Está ai a rebentar algo de novo, e quando sair, vai sair em grande. 


By: João Brogueira

terça-feira, 15 de maio de 2012

The Doups (Clube Ferroviário)

     
     Depois de quatro mil gostos no Facebook, os The Doups prometeram mais um concerto em Lisboa. E assim foi, na passada quinta-feira 10 de Maio, passaram pelo Clube Ferroviário com os Circus Made the Town.
     Antes do concerto esperava casa cheia logo desde o inicio, mas mal cheguei vi que não havia assim tanta gente no local, mas também ainda era cedo, talvez chegasse toda a gente em cima da hora. Sendo assim, esperei e por volta das 23:00 começaram os Circus Made the Town.
     Com apenas uma guitarra e uma bateria conseguiram encher o palco. Um baterista cheio de energia e intensidade, mostrava que tocar bateria é uma arte e não só bater nos tambores. A guitarra cheia de solos completava a música que infelizmente não teve grande plateia.
     Depois de uma boa abertura de palco e uma sala um pouco mais composta, entram os The Doups, e tal como aconteceu quando os vi na Apresentação Optimus Discos, foram brilhantes, uma grande energia e felicidade, acompanhada por ritmos e melodias de encher o ouvido, fazem com que o tempo passe sem se notar. Centraram-se nas músicas mais recentes, tocando apenas uma do seu primeiro EP, e deixaram uma nota, o próximo álbum já está em movimento, e breve se apresentará ao público português.

By: João Brogueira

sábado, 12 de maio de 2012

Sean Riley & The Slowriders (Leiria)

   
     Sábado à noite em Leiria, noite amena, regresso a casa dos filhos prodígios. Tudo a postos para mais um grande show de uma das mais consensuais bandas em Portugal, Sean Riley & The Slowriders.
     A abrir, uma bonita surpresa: Erica Buettner, americana a viver na cidade do Lis (depois de já ter estado em Coimbra e ter vivido 5 anos em Paris), acompanhada apenas pela guitarra, tocou meia dúzia de canções muito suaves com a sua voz melodiosa, num registo intimista, extremamente agradável.
     De seguida, entraram Sean Riley (alter-ego de Afonso Rodrigues) e companhia para mais uma demonstração de classe.
     A servir de apresentação do último álbum, "It's Been a Long Night", o concerto deu para ver que os rapazes estão bem e recomendam-se como sempre.
     Com o ritmo a ser definido por Filipe Rocha, na bateria, e o baixo de Bruno Simões, abriu-se o espaço necessário para o extravassar das emoções todas, deles e do público.
     Cabeças a abanar, muitas palmas, ovação final de pé, houve tempo para tudo. Com "Silver" e "Sweet Little Mary" como principais referências, é importante não esquecer a beleza de "Night Owls" ou "Everything Changes", esta última cantada com a ajuda de Erica (que esteve presente neste dia a muito custo, depois de ter estado afónica).
     Com um Sean Riley completamente irrequieto, ao seu estilo, com a sua voz única e característica, houve também visitas ao passado, com uma fantástica "Harry Rivers" e, claro, "This Woman", a mais (re)conhecida canção do grupo nas plateias nacionais, para mim, que os vi pela quarta vez, esta foi mesmo a melhor versão do tema que já ouvi. No encore ("Vocês sabem como é, nós temos que fazer isso,,,", brincou o vocalista), tocaram 'faixa escondida' em "Lost in Time" (a canção que fecha o terceiro álbum de originais), numa grande demonstração de improviso.
     Não vale a pena divagar mais. Fica o registo de mais uma grande noite proporcionada por estes rapazes que, acima de tudo, têm uma grande qualidade.

     Uma última nota, mais do que merecida: Filipe Costa: que espectáculo! O homem toca piano, bateria, harmónica... Ora à vez, ora tudo ao mesmo tempo! O conhecimento está lá, a cultura está lá, a atitude também, a paixão impressionante. É um espectáculo de ver este senhor.
     PS: Apontamento muito negativo para o comportamento de algumas pessoas. Chegar meia hora atrasado a um concerto destes, em Teatro? Chegar a falar como se nada fosse?! E continuar com a atitude de café, mesmo depois da 'repreensão popular?!? Enfim.

By: Alexandre Gomes

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rise and Fall




Dia chuvoso este terceiro e último dia da mini tour dos Belgas Rise & Fall acompanhados por três bandas portuguesas, mas tudo indicava que ia ser um bom show e como o tempo lá fora em nada interfere com o “tempo” dentro da sala, fez-se a festa como sempre!

Esperava uma enorme adesão, era um domingo a tarde de chuva, com boas bandas, nada fazia pensar o contrário. Mas assim que sai do barco (Acesso ao Revolver de quem vem da outra margem) percebi que secalhar não era bem assim, com muita pena minha.
Os A Thousand Words foram os primeiros a tocar. Até a data tinham lançado duas músicas do seu mais recente Ep e não desiludiram. Vozes berradas, guitarras fortes e o clássico “A Thousand Words, for me, for you” em coro. Tocaram tanto as músicas novas, como as mais antigas, da primeira formação. Melhores e com uma formação diferente desde a última vez que os vi, foi um bom concerto! Aconselho vivamente a irem ouvir as músicas do novo Ep Sinners e, caso vos atraia, que comprem o mesmo, tá power!
We Are The Damned foram a banda convidada para esta data em cacilhas. Confesso que não é uma banda que me atrai muito no underground português, mas até fiquei surpreendido depois de ver este concerto, bem mais do que em disco. Estiveram bem com o seu som pesado e secalhar como o Congas de For The Glory disse “um bocado diferente do que se faz por cá”. Gostava de os ver outra vez, para tirar a prova dos nove.
Não há muito a dizer sobre os shows dos grandes For The Glory! É das bandas com mais historial na tuga e só quem vai a um concerto deles é que sabe bem o momento que é, não dá para conter a adrenalina que as músicas transportam, desde as mais recentes, às mais antigas. Começou de forma invulgar, com a tão conhecida Survival Of The Fittest, que costumava ser a última música do set e em tom de gozo o Congas disse mesmo “somos os For The Glory, obrigado”. Stage dives, energia e toda a gente a cantar é o que caracteriza um concerto de FTG e este não foi de certeza a exceção.
Finalmente tocaram os cabeças de cartaz, Rise & Fall. Conheço pouco, mas ainda consegui reconhecer algumas músicas, bastante pesadas. Um vocalista com atitude, com um ar tímido, mas que ali se revela! Com um som não muito apelativo para a correria o publico estava um bocado parado, mexendo-se nas músicas que assim o requeriam. Deram um bom show, apesar que, na minha opinião, foi um bocado curto, houve quem dissesse que apenas tocaram poucas músicas porque elas são bastante compridas.
Todas as bandas pareciam mais cansadas e desgastas, após os 3 seguidos de concertos e muito quilómetros de estrada, mas que em nada prejudicou as suas performances. Acho que só há dois aspectos menos bons a apontar, a falta de aderência ao show por parte do pessoal e também o som do Revolver Bar que nem sempre é o melhor e que as vezes chega mesmo a arruinar os concertos que algumas bandas.
De resto, que venham mais!

Fotografias por João Cavaco

By: Luís Luz

domingo, 6 de maio de 2012

Adidas Urban Sounds by Myspace

     Antes de mais, tenho que dizer que foi uma iniciativa de louvar. O evento ocorreu ontem, 5 de Maio no Lx Factory, começou às 18:00 e terminou às 04:00. A primeira parte de concertos, até as 22:30, era grátis e com grandes bandas, colocando assim todos aqueles com disponibilidade no local. A partir dessa hora a festa decorreu na Sala Originals, mas com entrada paga.
     Ao chegar ao Lx Factory e entrando somos logo levados pela primeira sala, Superstar, na qual as 18:00 o Dj Ride mostra porque razão é um dos melhores Dj's portugueses e o porquê dos Beatbombers com o seu Scratch terem ganho já o segundo prémio IDA. Não conseguindo sequer arredar pé, deixei-me consumir pelos seus ritmos experimentalistas e de qualidade inigualável.
   
     Acabando as 19:00, saí da primeira sala do recinto e tal como tinha acontecido mal entrei, sinto-me consumido por todo aquele ambiente fantástico, desde Parkour, Graffitis, e Skater's, o Adidas Urban Sounds consegue fazer com que todas as pessoas fiquem em sintonia. A organização do evento foi exemplar, não havia espaços mortos, a arte reinava e depois de uma volta pelo recinto senti-me parte do evento, como se não houvesse nenhum sitio melhor para estar.

     Depois desta volta pelo espaço do evento, mais concertos me esperavam, e depois de tentar ouvir um pouco de tudo o que estava a decorrer dirijo-me para a Sala Sleek onde os Youthless iam actuar às 19:45.
     Ainda só os conhecia de nome, e sem ter nenhuma ideia de que tipo de música esperar, entrei na sala imparcial, mas saí com a esperança de os ver novamente. Dois artistas com muita qualidade mostraram a garra da sua música numa mistura de sons. Os Youthless encheram o palco e deixaram o público a pedir por mais naquele que foi um dos pontos altos da tarde.

     As 20:45 o concerto terminou e decidi aproveitar todo aquele ambiente e sentar-me a desfrutar de uma tarde para relembrar. Cheguei a dirigir-me à entrada da Sala Blue, onde Capitão Fausto estava prestes a começar, mas a afluência era grande e a fila já se sentia, impossibilitando a entrada de mais pessoas, pelo que optei por me perder um pouco mais no ambiente exterior. O tempo passou depressa e apesar da multidão que esperava pelos doismileoito as 21:30, na Sala Campus, consegui ficar bem colocado para aquele que seria o meu último concerto.
    A maior parte do seu concerto foi centrada no segundo álbum, que cativa a multidão e deixa todos aqueles que os conhecem a cantar as músicas. No entanto, para mim o momento alto foi o final, quando Bem Melhor começou, mostrando tudo o que os doismileoito tem para dar, um estilo característico com um Rock poderoso. No final desta música a banda não quis terminar, mas sim dar mais um pouco deste estilo que é bem característico do primeiro álbum e mostrar todas as suas potencialidades, que espero que se reflictam no seu terceiro álbum.

     E assim terminaram os concertos para mim, numa tarde para relembrar.
By: João Brogueira

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Wind Koala & Alex D'Alva Teixeira


     Ontem à noite, no feriado do 25 de Abril decidi ir ver os Wind Koala e o Alex D'Alva Teixerira ao Bacalhoeiro, em Lisboa.
     Estava um tempo um bocado desagradável mas estas duas bandas fizeram com que valesse a pena sair do quentinho de casa para as ir ouvir.

     Mal cheguei à rua do Bacalhoeiro procurei por um bar/centro cultural, mas não aparecia nada, até que encontro uma porta aberta e duas pessoas ao pé dela. Com uma simples pergunta percebo que o centro cultural do bacalhoeiro é no segundo andar de um apartamento, (estranho), subo e mal entro na sala sou atingido por um ambiente Retro, salas com papel de parede velho, mesas e cadeiras completamente ao acaso, sofás usados, pinturas nas paredes, mesas cobertas com um papel com desenhos, tudo isto dava aquele centro cultural um ar espectacular e intrigante, que me fez olhar para todos os lados.
     Depois desta "breve" descrição do ambiente vamos passar à musica, mal desci, sim porque as bandas tocam num andar abaixo, encontrei uma sala pequena e agradável e um palco montado com todo o tipo de instrumentos, desde teclados a "sinos", dezenas de pedais, tambores no meio do palco, bem, muito para assimilar à primeira vista. Com tudo isto os Wind Koala começaram, e para mim pareceu que quando começaram acabaram visto que só tocaram 4 músicas, foi um pouco dificil de assimilar a sua música em tão pouco tempo, mas fico à espera de um concerto completo visto que me pareceram cheios de vontade de transmitir a sua mensagem ao público, presente e isso fez-me ficar completamente dentro da música que tocavam.

     Depois desta pequena intro dos Wind Koala começou o Alex, sempre com grande impacto no público tal como da primeira vez que o vi numa noite de Offbeatz, no Musicbox, que com grande sentimento e amor naquilo que canta fez com que o concerto fosse magnifico, músicas cantadas em português com letras que fazem todo o sentido no todo da canção e um toque dos mais variados instrumentos levaram a um final espectacular com a musica "Barulho". Pareceu que isto tudo não chegou, porque no final ninguém queria arredar pé, nem mesmo os artistas que fizeram um pequeno improviso para acabar o concerto em grande.
     Grande noite.
By: João Brogueira